Bem, sejamos sinceros: nem mesmo os membros olham para esta entidade como uma “banda”. YAKUZA é um colectivo móvel, um grupo de músicos experientes que nunca foi dado a estas noções fronteiriças. No último álbum ‘2’ há apenas a certeza que Afonso Serro, Afta3000, Pedro Ferreira, Alexandre Moniz e Pedro Nobre são os 5 dedos de uma mão que transborda impressões digitais únicas.

Há uma direcção estética que aponta para os recantos mais modernos do jazz, mas não ignora a electrónica e a vontade de dançar que existe entre os sintetizadores, a bateria sincopada, os teclados luxuosos e as grandes linhas de baixo, movimentado e possante. Há liberdade para criar novos mundos no free jazz, mas não esqueçamos as paisagens para sonhar e composições que não olham para o jazz como uma noção estanque. Na 10ª edição do Basqueiral, com ou sem chuva, os YAKUZA são uma escolha óbvia.

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