
Os Grote Geelstaart, originários dos Países Baixos, cativam o público com composições maniacamente contraditórias mas dançantes e que se fundem num todo coeso. Em palco, dois bateristas vão aumentando o ritmo enquanto o baixo se prende numa nota grave, por vezes monótona, a tensão na plateia vai crescendo a cada grito e sussurro. As guitarras deambulam entre um saxofone esquizofrénico, um sintetizador atrevido e vozes robóticas. Ruído orquestrado de tal forma que se amplifica continuamente até explodir.
A viagem não fica por aqui e ninguém sabe exactamente para onde vai. A sua mistura disruptiva de noise rock, jazz, psicadelismo e música electrónica, vai revolucionando os sítios por onde passam estes anarquistas musicais. No Basqueiral, não será excepção.








